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Rios Jarí, Arapiuns e Tapajós

Passeio com duração de 5 dias

O rio Jarí é um dos melhores lugares para a observação da vida selvagem. Afluente do rio Amazonas, é uma área de várzea, em que o ciclo das águas influencia diretamente na vida do povoado. Por possuir as águas de rico sedimento, apresenta abundância da fauna e da flora como a das plantas aquáticas. Podemos observar a presença dos macacos, das preguiças, dos iguanas, dos jacarés, e das várias espécies de pássaros. O Canal do Jari é ainda um bom lugar para a pesca esportiva, em especial a das piranhas, além da observação dos botos.

No segundo dia, partimos para o rio Arapiuns, o rio que se diferencia por ser de águas mais transparente e praias brancas. A região é conhecida como Resex Tapajós/Arapiuns (Reserva Extrativista) por ter como base de subsistência e sustentabilidade o extrativismo. O nosso ponto de parada é a comunidade de Urecureá, conhecida pelo trançado das mulheres, artesanato feito da palha de tucumã (palmeira), como os cestos de várias formas e cores, tingidas com pigmentos naturais, uma herança indígena.

No final de tarde, o barco ancora na ponta do Icuxi, uma praia deserta em frente o lago de Urecureá, uma ponta que limita os dois rios Tapajós e Arapiuns. Lugar onde pode se descansar, mergulhar e contemplar o por do sol.

No terceiro dia, o destino é a comunidade de Santí no outro lado do Rio Tapajós. Uma comunidade pequenina, onde mora um povo simples e autêntico que vive da pesca da caça e principalmente do extrativismo. Na caminhada de duas horas pela floresta ou até mesmo as margens do rio em volta da comunidade sempre podem observar algumas espécies de animais, em especial os pequenos macacos. Ainda na trilha podemos tomar banho de igarapé (pequeno canal de água fria que cruza a floresta) e encontrar uma casa onde as famílias fabricam nossa farinha de mandioca, a principal fonte extrativista do local.

No passeio pela comunidade, as famílias que nos recebem são bastante agradáveis.

Outra atividade que podemos fazer é um passeio de canoa pelas águas calmas do lago e a pesca esportiva com um guia nativo. É possível dormir na casa de um comunitário, na praia ou na floresta, de acordo com a estação.

Aí, ficaremos até a hora do almoço do quarto dia. Logo, à tarde atravessamos o rio, seguimos para as comunidades de maguari e Jamaraquá, ambas localizadas na floresta nacional do Tapajós, povoados que abriga aproximadamente 25 famílias cada uma. Na caminhada que leva 4 (quatro) horas na comunidade de Jamaraquá ou 6 (seis) horas na comunidade de Maguari, algumas espécies de animais podem ser observadas na floresta bem preservada, além das árvores centenárias como a gigante Samauma e plantas medicinais. O passeio pela floresta alagada é possível quando as águas estão altas, de Março à Agosto. Quando o rio está baixo, vale a pena um banho no lago do Jamaraquá e mergulho para observar várias espécies de peixes ornamentais.

Visita a casa do coro ecológico, onde são confeccionados artesanatos feitos do látex, como as lindas bolsas, uma iniciativa comunitária estruturada e orientada para o desenvolvimento sustentável dos povos que moram na Floresta Nacional de áreas protegidas.

Após muitas descobertas nesse pedaço da Amazônia, nossa excursão finaliza no quinto dia, às 16hs, quando retornamos para Alter do Chão, o que leva 3hs aproximadamente.